| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Passeriformes |
| Subordem: | Passeri |
| Parvordem: | Passerida |
| Família: | Thraupidae |
| Cabanis, 1847 | |
| Subfamília: | Thraupinae |
| Cabanis, 1847 | |
| Espécie: | T. cyanocephala |
Tangara cyanocephala, também conhecida como saíra-de-lenço, pintor-coleira, saíra-de-pescoço-vermelho, saíra-de-cabeça-azul (Descourtilz) saíra-de-gola (Florianópolis), soldadinho e verdelim (região Nordeste), é um passeriforme da família Thraupidae.
Seu nome científico significa: do (tupi) Tangará → ata = andar; e carã = em volta; (dançarino); e do (latim) kuanos = azul escuro; e -kephalos, kephalë = com a cabeça, cabeça. ⇒ Dançarino com cabeça azul escuro.
Mede entre 10 e 13 centímetros de comprimento e pesa entre 16 e 21 gramas.
Apresenta a evidente faixa vermelho vivo ao redor do pescoço e coroa azul metálico no alto da cabeça. Nas fêmeas a faixa vermelha é mais apagada, tendendo à tonalidade canela. Corpo em tonalidade verde uniforme, com dorso negro e faixa amarela sobre as penas verdes das asas. As aves das populações do Sul do Brasil, tendem a apresentar tamanho corporal acima da média de 11 centímetros de comprimento. Por sua vez, as saíras-militares do Nordeste são menores, com tamanho abaixo da média padrão.
Apresenta três subespécies reconhecidas de diagnoses sutis, muitas vezes até questionáveis, baseadas em tamanho, extensão da faixa vermelha na garganta, tonalidade das cores da cabeça e cor das coberteiras supracaudais (este último caráter mais notável). Os extremos (T. c. cyanocephala e T. c. cearensis) são bem diferenciáveis, entretanto T. c. corallina pode ser apenas uma população intergradante, e não um táxon válido, o que aponta para a necessidade de uma revisão taxonômica do grupo.
(Clements checklist, 2014).
Frutinhas, insetos, larvas e néctar/pólen de flores. Frequentam pomares. Comumente são vistas se alimentando em pequenos arbustos e até mesmo sobre vegetação rasteira.
Normalmente de setembro a dezembro. Ninhos em formato de taça com 3 ovos, geralmente feito em bromélias e emaranhados de epífitas, à média e elevada altura. Macho e fêmea cuidam dos filhotes.
Comumente vistas em bandos mistos com T. desmaresti, Dacnis spp., Tachyphonus spp. e Euphonia spp. Quando em alimentação em fruteiras, os bandos podem incluir T. seledon, T. cyanoventris e Thraupis spp. É vista em cidades arborizadas, borda de mata e pequenas florestas.
Espécie endêmica encontrada no sul e sudeste do Brasil, com populações isoladas de raças geográficas no Nordeste brasileiro (PE, PB, AL e CE).
Consulta bibliográfica sobre as subespécies: